
Solana (SOL) permanece sob pressão, sendo negociada abaixo de US$ 92 nesta quarta-feira e acumulando queda de mais de 3,5% na semana. A demanda fraca por fundos negociados em bolsa (ETFs) de Solana à vista listados nos EUA, o aumento das posições vendidas e as condições de superaquecimento do mercado continuam pesando sobre o sentimento, limitando as tentativas de recuperação. Enquanto isso, a deterioração do cenário técnico aponta para riscos de novas quedas, deixando o SOL vulnerável a uma correção mais profunda.

O preço da Solana caiu abaixo de US$ 92 nesta quarta-feira, acumulando perda de mais de 3,5% na semana e sinalizando a sexta semana consecutiva de queda desde o fim de setembro.
Dados da SoSoValue mostram que os fundos negociados em bolsa (ETFs) de SOL à vista registraram pouca movimentação até agora nesta semana, após terem registrado, na semana passada, as maiores saídas semanais desde seu lançamento. Isso indica uma falta de demanda institucional significativa pelo token. Essa demanda fraca também não oferece sustentação para amortecer a queda dos preços do SOL.

No mercado de derivativos, a relação entre posições compradas e vendidas em SOL, segundo a CoinGlass, está em 0,92 nesta quarta-feira, aproximando-se do menor nível em mais de um mês. Uma relação inferior a um indica um sentimento baixista, com os traders apostando na queda dos preços do ativo.

Além disso, os dados consolidados da CryptoQuant indicam cautela. Os mercados à vista e de futuros de SOL apresentam grandes ordens de baleias, além de predominância vendedora. O mercado à vista também mostra condições de superaquecimento. Esses fatores evidenciam um viés baixista e cauteloso entre os traders de Solana, limitando sua recuperação.

A Solana é negociada a US$ 91,26 nesta quarta-feira, mantendo um viés baixista no curto prazo ao permanecer abaixo das principais médias móveis exponenciais (EMAs). A EMA de 50 dias, em US$ 102,78, a de 100 dias, em US$ 99,61, e a de 200 dias, em US$ 98,39, formam sucessivas resistências acima do preço atual, sugerindo que o movimento recente de queda segue em curso.
Os indicadores de momentum permanecem fracos, com o Índice de Força Relativa (RSI) oscilando em território de sobrevenda, perto de 26, e a linha do indicador de Convergência e Divergência de Médias Móveis (MACD) firmemente abaixo de zero, reforçando a pressão baixista predominante, mesmo com o movimento começando a mostrar sinais de excesso.
Em caso de alta, a resistência inicial está na barreira horizontal em torno de US$ 97,76, seguida pela EMA de 200 dias, em US$ 98,39, e pela EMA de 100 dias, em US$ 99,61. Já a EMA de 50 dias, em US$ 102,78, representa uma barreira mais forte antes do nível horizontal superior, em US$ 122,76.
Em caso de queda, a referência imediata é a própria região do preço atual, com a dinâmica da antiga linha de tendência de alta apontando agora de volta para a zona de rompimento em torno de US$ 88,80, antes de um suporte horizontal mais relevante próximo de US$ 78,35, onde se espera maior interesse dos compradores caso a queda se prolongue.

(A análise técnica desta notícia foi elaborada com o auxílio de uma ferramenta de IA. Saiba mais.)