

Solana (SOL) é negociada no menor nível em dois meses, abaixo de US$ 90,00, nesta sexta-feira, após perdas de mais de 6% no dia anterior, quando as liquidações no mercado de criptomoedas como um todo ultrapassaram US$ 1 bilhão. Os dados de derivativos mostram uma redução do interesse dos operadores por Solana, com a queda dos contratos em aberto, enquanto investidores institucionais retiraram US$ 1,18 milhão de fundos negociados em bolsa (ETFs) focados em SOL, dando continuidade à saída recorde de US$ 71,47 milhões da semana passada.
Do ponto de vista técnico, Solana pode ampliar a queda em direção ao patamar psicológico de US$ 70,00 se o preço cair abaixo do suporte horizontal de US$ 87,21.
O apetite por risco dos investidores institucionais e de varejo em relação a Solana sofre um revés, à medida que o sentimento no mercado de criptomoedas como um todo se deteriora em meio à incerteza macroeconômica. A vitória expressiva dos democratas nas eleições de meio de mandato dos EUA, em meio às atuais crises de endividamento ligadas à inteligência artificial (IA), alimenta a aversão ao risco.
Os ETFs focados em SOL registraram saídas de US$ 1,18 milhão na quinta-feira, após três dias consecutivos sem movimentação, sugerindo que os investidores institucionais fizeram uma pausa após os resgates de US$ 71,47 milhões da semana passada, que marcaram a quarta semana consecutiva de saídas e o maior volume semanal já registrado.
Entre os investidores de varejo, dados da CoinGlass mostram que os contratos em aberto (OI) de futuros de SOL somam 59,45 milhões de SOL, abaixo dos 62,71 milhões de segunda-feira, indicando um desmonte de posições ao longo desta semana. As liquidações totais de US$ 42,87 milhões na quinta-feira, lideradas por US$ 39,37 milhões em liquidações de posições compradas, indicam que as posições compradas representaram a maioria das liquidações enquanto os vendedores retomavam o domínio.
A perda de atratividade de Solana, com saídas dos ETFs e queda dos contratos em aberto, pode intensificar ainda mais o risco de baixa.


Solana é negociada a US$ 89,65 no momento da publicação, nesta sexta-feira, ampliando a queda pela sexta semana consecutiva. SOL mantém um viés baixista no curto prazo, abaixo da média móvel exponencial (MME) de 200 dias, em US$ 99,62, enquanto a MME de 50 dias, em queda e situada em US$ 101,92, corre o risco de cruzar abaixo da MME de 200 dias, potencialmente sinalizando uma cruz da morte (Death Cross).
Do ponto de vista técnico, SOL testa uma linha de tendência de suporte ascendente de longo prazo, que conecta as mínimas de 6 e 25 de junho, em torno de US$ 89,83. Um rompimento confirmado abaixo dessa linha pode ameaçar o suporte horizontal de US$ 87,21, levando a uma correção mais acentuada em direção ao piso de US$ 70,58, testado pela última vez em 1º de agosto.
O impulso nos gráficos diários mostra um viés baixista, com o Índice de Força Relativa (RSI) em 29, próximo da região de sobrevenda, e o indicador de Convergência e Divergência de Médias Móveis (MACD) em queda, abaixo de sua linha de sinal e em território negativo.
No cenário de alta, uma possível recuperação a partir da linha de tendência de suporte pode testar a MME de 200 dias, em US$ 99,62, seguida pela MME de 50 dias, em US$ 101,92.
(A análise técnica desta matéria foi elaborada com o auxílio de uma ferramenta de IA. Saiba mais.)